Virou notícia: FDA aprova nova droga para tratamento de câncer de ovário

Tradução por equipe Tira o lenço e vai ser feliz

*Falamos dessa notícia nesse vídeo

Captura de tela 2017-04-02 22.40.42.pngO FDA aprovou uma nova droga para o tratamento de câncer de ovário, de trompas e câncer peritoneal primário. A medicação, chamada niraparib, será vendida com a marca Zejula pelo fabricante Tesaro. A droga é o terceiro inibidor de PARP (uma nova classe de drogas) no mercado desde dezembro de 2014 nos Estados Unidos.

O medicamento foi aprovado, por enquanto, para pacientes com recidiva de tumores que demonstraram sensibilidade à platina.

Duas coisas são interessantes sobre a aprovação Zejula. Em primeiro lugar, embora o fármaco pareça ser mais eficaz em pacientes com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, ele foi aprovado para pacientes também sem essas mutações, desde que os tumores tenham mostrado sensibilidade parcial ou total à quimioterapia. Em segundo lugar, o fármaco foi aprovado para uso em pacientes com câncer peritoneal primário, um tipo raro de câncer que é semelhante ao de ovário.

(…) O FDA baseou sua decisão nos resultados do estudo fase 3 chamado “NOVA”, que foi randomizado e controlado com placebo e envolveu 553 pacientes com câncer de ovário epitelial, de trompas ou câncer peritoneal com recidiva. Aproximadamente 350 pacientes no estudo não tinham mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. 

O estudo descobriu que o niraparib, administrado como uma pílula diária, retarda o crescimento de tumores sensíveis à platina em pacientes com e sem mutações hereditárias do BRCA1 e 2. Para os pacientes com mutações nos genes BRCA , a sobrevida  foi de 21 meses com a droga, contra 5,5 meses com placebo. Para aqueles sem mutações  nos genes BRCA , a sobrevida foi de 9,3 meses versus 3,9 meses. Ambos os achados são altamente significativos do ponto de vista estatístico.

Contatados a respeito dos valores, a empresa afirmou que o preço ainda não foi definido. 

(…) O fármaco tem um perfil de toxicidade bastante documentado, com base nas observações dos pacientes participantes do estudo. A droga gerou modificações nos exames de sangue, especialmente no número de plaquetas, insônia e pressão arterial elevada. Aproximadamente 15% dos pacientes no estudo “NOVA” descontinuaram o fármaco devido a efeitos secundários; Apenas 2,2% o fizeram no grupo placebo.

A náusea é efeito comum no uso do fármaco, assim como nos outros inibidores de PARP, afetando três em cada quatro pacientes. (…)

Nos últimos 2 anos o FDA aprovou dois outros inibidores de PARP. O primeiro foi o olaparib (Lynparza, AstraZeneca), para câncer de ovário recidivado e refratário com mutações hereditárias do BRCA e em dezembro de 2016, aprovou rucaparib (Rubraca, Clovis Oncology, Boulder) para o tratamento de câncer de ovário avançado com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 hereditários ou anormalidades adquiridas nos genes BRCA1 e BRCA2.

Fonte: https://www.forbes.com/sites/elaineschattner/2017/03/28/fda-approves-zejula-a-third-parp-inhibitor-as-maintenance-therapy-for-some-cancers/#38027609324c

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