Virou notícia: Avanços no diagnóstico do câncer de ovário

Publicado em 29 de julho de 2016 em: http://ovarian.org.uk/news-and-campaigning/article/two-oxford-research-discoveries-offer-hope-for-managing-ovarian-cancer  
Tradução: Equipe Tira o Lenço e vai ser feliz

Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram uma maneira de detectar o câncer de ovário precocemente, através de uma enzima que estimula o desenvolvimento da doença.

O câncer de ovário, é o quinto câncer mais comum nas mulheres do Reino Unido, com cerca de 7100 novos casos a cada ano. O diagnóstico é complexo, já que a doença cresce sorrateiramente na cavidade abdominal e seus sintomas são confundidos com outras doenças como Ascite e a Síndrome do Intestino Irritável.

Os pacientes de câncer de ovário respondem bem à quimioterapia em estágios inicias da doença, mas em estágios avançados o tumor torna-se mais resistente e mais difícil de tratar.

Devido a essas especificidades, um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford, divulgaram os resultados de sua pesquisa mais recente em duas revistas científicas. A primeira foi no jornal online EBioMedicine, que apontou que os níveis da proteína chamada SOX2 são muito mais elevados nas trompas de mulheres com CA de ovário e em algumas pessoas que tem um alto risco de desenvolver esse tipo de câncer, devidos à mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2.

O Professor Ahmed Ahmed, do Instituto Weatherall de Medicina Molecular da Universidade de Oxford, afirmou: “O câncer de ovário pode ser indetectável por até quatro anos e apenas um terço das pessoas com o câncer obtém um diagnóstico precoce. Um teste para a proteína SOX2, não só poderia ajudar a detectar a doença mais cedo, como, em alguns casos, nos permitir detectar um tumor antes que este se agrave.” O pesquisador acrescentou que existe muito trabalho a ser feito ainda, pois detectar a proteína SOX2 nas trompas, não é uma tarefa fácil.

No segundo artigo, publicado na revista Cancer Cell, a equipe identificou uma enzima que facilita que o câncer de ovário se desenvolva e se prolifere. Em muitos dos casos estudados, a doença atingiu o omento, que é uma capa de tecido adiposo que cobre o intestino delgado, levando a morte de pacientes por desnutrição e obstrução intestinal.

Para explicar a descoberta, o Professor Ahmed disse que o omento é rico em células de gordura, e que as pesquisas anteriores descobriram que os ácidos graxos produzidos por estas células de gordura, aumentam a propagação do câncer nessa região, verificando-se que o câncer de ovário só pode crescer na presença de uma enzima chamada SIK2, que tem um papel na queima de gordura para produzir a energia que é necessária para as células de câncer sobreviverem no omento. Os cientista continuaram este estudo da enzima SIK2 e descobriram que os níveis dessa enzima eram maiores em tumores secundários no omento, do que nos tumores primários relacionados aos ovários.

Uma série de experiências confirmaram que, não só a SIK2 desempenhou um papel importante no crescimento dos próprios tumores de ovário, mas também em pacientes com metástase. Por fim, o Professor Ahmed destaca que: “a SIK2 é um alvo importante para tratamentos futuros, pois fornece para as células doentes a energia e direcionamento no seu crescimento e proliferação. As nossas experiências mostraram que a supressão da SIK2 no corpo humano, reduziria a possibilidade das células malignas passarem para fase metastática ou recidivarem.

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