Recebendo resultados de exames

shutterstock_1390995_619A ansiedade e medo que antecedem os resultados dos exames para quem está em remissão ou em tratamento é cruel. A incerteza do que vai encontrar… será que meu marcador tumoral (no meu caso o CA125) vai estar baixo? E como estarão os valores do TSH, do TGP, do colesterol, da creatinina, do sódio, do potássio e mais aqueles mil nomes estranhos que aparecem naquele pedido enorme que o médico passa? A partir daí, começamos a mandar mensagens aos nossos colegas de tratamento, aos grupos que fazemos parte perguntando: “e aí, o seu resultado sai quando?” ou ainda “teu médico pediu os exames X ou Y dessa vez?” e assim vai.

O momento chega e você tem em suas mãos aquele envelope que define se sua quimio vai acontecer na próxima semana, se vai continuar em remissão ou se, infelizmente, terá que retornar ao tratamento.

Conheço e compartilho dessas fases e sei o peso de cada uma. Peso, que com as palavras do meu vocabulário, sou incapaz de descrever.

Há poucos minutos me encontrei nessa enrascada, a de visualizar os exames e ao chegar no mais importante dos de sangue, que é o marcador tumoral, meus dedos travaram e eu não conseguia seguir e ver o número. O que me esperava? Será que o marcador estaria nas alturas? Como aquele número refletiria junto as imagens da tomografia? E se eu precisasse voltar ao tratamento? E se tudo estivesse ok, como eu conduziria a minha vida?

E as imagens da tomografia, o que me mostrariam? Será que os 75% de chance de recidiva se concretizariam? Afinal, serei parte das estatísticas de recidiva ou das de sobrevida?

E nessa pira que me encontrei, e sei que muitos e muitas de nós nos encontramos, me veio algo na mente “como eu deveria me comportar ao receber os meus resultados?” Deveria ficar calma, como muita gente diz? Deveria confiar em Deus, como outros afirmam? …. Pensei, pensei e andei de uma lado ao outro pensando… não sei por que cargas d’agua aquela música insuportável dos Menudos me veio a mente e escutei lá no fundinho da minha cabeça: “não se reprima, não se reprima  ô ô ô….” E fui escutar ela para entender o motivo daquela inspiração.

E entendi que eu não deveria ficar medindo e me exigindo uma forma certa de sentir, deveria esperar a minha reação natural, dar um grito, cantar, dançar ou deixar o meu coração falar e se expressar.

Concluindo, meu caro leitor, na espera daquela consulta ou exame decisivo no seu tratamento, sinta-se LIVRE para sentir do jeito QUE BEM ENTENDER! Não se obrigue a “ficar calmo” (odeio quando me dizem “fica calma”) ou seguir o que ninguém diga… resumindo? NÃO SE REPRIMA, NÃO SE REPRIMA, NÃO SE REPRIMA Ô Ô Ô Ô Ô

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