FAQ: mutações genéticas causadoras de câncer de ovário

Traduzido por Equipe Tira o lenço e vai ser feliz

1)O que são mutações genéticas?

huc6cqjdkopjnyijek2kNossos genes são o manual de instrução para produção de proteínas. Nesse processo pode ocorrer um ‘erro’ que é conhecido como mutação genética.

2) Além dos genes BRCA 1 e 2, quais outras mutações genéticas me colocam em risco?

As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são responsáveis ​​pela maioria dos casos hereditários de cancro do ovário. No entanto, mutações em outros genes também podem aumentar o risco de câncer de ovário:

A síndrome de Lynch (também conhecida como câncer colorretal hereditário não-polipose ou HNPCC) é um tipo de predisposição de câncer de intestino que está ligada a mutações em um dos genes MSH2, MLH1, MSH6 e PMS2. Uma mulher com uma mutação em um desses genes tem uma chance estimada de nove a 12 por cento de desenvolver câncer de ovário em algum momento durante sua vida. A possibilidade de desenvolver câncer no estômago, fígado, rim, bexiga, pele e cérebro também pode ser aumentada por uma mutação em um dos genes da síndrome de Lynch.
Mutações nos genes RAD51C e RAD51D podem aumentar o risco de uma mulher de câncer de ovário. No entanto, estas mutações são muito raras. As mulheres que transportam uma mutação RAD51D têm cerca de 10% de risco de desenvolver cancro do ovário quando atingirem a idade de 80 anos.
Mutações no gene STK11 também podem aumentar o risco de desenvolver tumores do estroma do cordão sexual ovariano – um tipo diferente de câncer de ovário. As mutações neste gene causam a síndrome de Peutz-Jeghers, que é uma circunstância extremamente rara estimada para afetar um em 100.000 povos. As pessoas com síndrome de Peutz-Jeghers têm um risco de 18 por cento de desenvolver cancros ginecológicos por volta dos 70 anos.
Mutações no gene BRIP1 (FANCJ) aumentam o risco de câncer de ovário de aproximadamente dois por cento para seis por cento. Estima-se que duas mulheres em cada 2000 tenham uma mutação no seu gene BRIP1 (FANCJ). Não existe actualmente nenhum teste de rotina disponível para verificar se existem mutações no gene BRIP1 (FANCJ).
Mutações em diferentes genes têm diferentes aumentos de risco. Um geneticista clínico (um médico especializado em genética) ou um conselheiro genético será capaz de dar-lhe uma avaliação de risco mais preciso e personalizado.

Esta informação centra-se sobre as mutações BRCA1 e BRCA2 gene como este é o que é mais comumente testado no momento. O teste está atualmente em desenvolvimento para vários outros

 

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Cientistas canadenses descobrem 7 novos subtipos de câncer de ovário

Traduzido por equipe Tira o lenço e vai ser feliz

uterus-fallopain-ovary-120507Cientistas em Vancouver, no Canadá, descobriram sete novos subtipos de câncer de ovário com base em mutações genéticas. A descoberta pode orientar o tratamento e a descoberta de novas drogas.

A descoberta, publicada na  revista Nature Genetics, analisou o DNA de mais de 100 pacientes com câncer de ovário, a fim de identificar anormalidades nas células afetadas pelo câncer. Dos sete subtipos de descobertos, dois pertencem ao já conhecido “carcinoma seroso de alto grau”. Os cientistas acreditam que as mudanças estruturais no DNA do câncer podem identificar quais pacientes não responderão aos protocolos padrão de quimioterapia. (…)

Os outros cinco subtipos descobertos foram encontrados por meio da análise de tumores de células claras, endometrioide e de células granulosas. (…)

Os cientistas agora estão avançando nas pesquisas, tentando transformar os padrões de DNA descobertos em testes que poderiam ser usados ​​por médicos para separar as pacientes que irão responder aos protocolos de tratamentos atuais e aquelas que precisarão fazer parte de estudos clínicos.

Fonte: http://www.ctvnews.ca/health/b-c-scientists-uncover-7-new-subtypes-of-ovarian-cancer-1.3416417#_gus&_gucid=&_gup=twitter&_gsc=Wd36gDg

6 lembretes pra pacientes que tem medo de recidiva

 psicosegrito-g-201005311. É normal sentir medo

Não importa qual tipo de câncer que teve, com metástase ou não, sempre vamos sentir que estamos correndo da doença depois do fim do tratamento. O problema não é ter medo de recidiva, mas sim quando deixamos o nosso medo se unir ao medo de outras pessoas e criarmos um inferno na nossa vida, pensando em câncer todo dia e toda hora. Minha dica é tentar entender o seu medo. Eu, por exemplo, tenho medo de ter que fazer quimio de novo, então toda as vezes que sinto medo, tento resignificar a quimio como o tratamento que vai me dar saúde pra viver mais e realizar meus sonhos.

2. O medo vem de Nárnia

Estava na fila do Starbucks esse dias pensando por que eu ia pagar 12 reais em um café batido com gelo e “ni qui” ouvi duas pessoas atrás de mim falando sobre a recidiva do outro amigo. Do nada passou aquele filminho na minha cabeça e pensei: “ai meu deus eu sou a próxima não quero fazer quimio meus exames estão bons não preciso me preocupar, mas e se na próxima vez ficar ruim vou ter que ir pro hospital vomitar tudo não ficar sem sushi de novo não meu deus meu deus….” essa é minha situação quando isso acontece: pensamento acelerado, sem vírgulas e coração na boca. Minha dica é capricha no chantilly do café ruim e volta viver sua vida normalmente.

3. Dê o seu melhor e cuide do seu corpo.

Se der seu melhor na alimentação e exercícios você vai se sentir com o dever cumprido e isso diminui a ansiedade de recidiva. Minha dica aqui é simples, NÃO vire musa fitness, vegetariana, que só compra orgânico e o caralho a quatro… Exercício legal (ou suportável) no mínimo três vezes na semana, fruta, verdura, legume e chocolate TODO DIA.

4. Se ame e se coloque em primeiro lugar 

A vaga de fuder a sua vida já foi preenchida pelas estatísticas de sobrevida (que palavrinha FDP) e por pessoas que não cansam de falar: “seu câncer teve metástase, certeza que vai voltar”, por isso PARE de estragar sua própria vida caindo na conversa de gente babaca e ficar consultando estatística. Coloque-se em primeiro lugar e se dê o direito de evitar quem te faz mal e alimenta seu medo de recidiva. 

5. Você não está sozinho

Quando tiver muito medo converse com outro paciente oncológico, ele/ela vai te entender 100%. Faça uma amizade sincera com quem tem o mesmo tipo de câncer que você, por exemplo e juntos podem combater o medo de recidiva encontrando caminhos alternativos para viver em paz.

6. Fé e/ou positividade

Amanhã é o dia dos seus exames de controle e você está um pilha. Já não dorme há uma semana e acha que vai ter um ataque até os resultados chegarem. Minha dica aqui é encontre força na sua fé ou em pensamentos positivos. Eu começo a bater aquele papo com Deus quando as coisas apertam, peço que coloque na minha vida muitas atividades e boas pessoas pra me ocupar e tirar minha cabeça do medo, peço ainda que ajude a vida do meu analista, porque a sessão vai render e preciso dele no seu máximo.

Virou notícia: FDA aprova nova droga para tratamento de câncer de ovário

Tradução por equipe Tira o lenço e vai ser feliz

*Falamos dessa notícia nesse vídeo

Captura de tela 2017-04-02 22.40.42.pngO FDA aprovou uma nova droga para o tratamento de câncer de ovário, de trompas e câncer peritoneal primário. A medicação, chamada niraparib, será vendida com a marca Zejula pelo fabricante Tesaro. A droga é o terceiro inibidor de PARP (uma nova classe de drogas) no mercado desde dezembro de 2014 nos Estados Unidos.

O medicamento foi aprovado, por enquanto, para pacientes com recidiva de tumores que demonstraram sensibilidade à platina.

Duas coisas são interessantes sobre a aprovação Zejula. Em primeiro lugar, embora o fármaco pareça ser mais eficaz em pacientes com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, ele foi aprovado para pacientes também sem essas mutações, desde que os tumores tenham mostrado sensibilidade parcial ou total à quimioterapia. Em segundo lugar, o fármaco foi aprovado para uso em pacientes com câncer peritoneal primário, um tipo raro de câncer que é semelhante ao de ovário. Continuar lendo

Virou notícia: Revista Science divulga novo estudo sobre motivos para o aparecimento de um câncer

Hoje fui a um congresso de oncologia e dei uma entrevista para o jornal Estado de São Paulo e o assunto não foi outro: o artigo da Science. Li o artigo e gritei na minha cabeça: EXPLICARAM MEU CASO! Já sabem da história né: 21 anos, câncer de ovário epitelial, sem histórico familiar, sem mutação no BRCA 1 e 2, peso normal (pelo menos naquela época) e vida saudável na cidade mais arborizada do Brasil, por que um câncer que aparece em mulheres com mais de 50 anos foi cair na minha vida? Vamos a um cancer for dummies expresso para comentar a publicação da revista. (deixei o artigo original no fim do post).

Toda célula normal se divide e nessa divisão cotidiana ela comete vários erros, que são chamados de “mutações”. Se dividir é normal para as células assim como errar, tanto que a maioria dos erros não causam dano algum a nós, mas ocasionalmente, eles ocorrem em um gene que leva ao câncer. (Assista o vídeo sobre DNA no canal aqui)

Na tentativa de entender esses processos, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, publicaram hoje (23/03) na revista Science que analisaram  sequências de DNA de 32 tipos de tumores e associaram esses resultados aos dados epidemiológicos obtidos em 423 base de dados de 69 países. Eles concluíram que, na média 66% (2/3) das mutações são atribuídas a erros aleatórios no processo de cópia do DNA, durante a divisão natural de células saudáveis, o resto seria 19% ao estilo de vida ou ambiente e 5% hereditários. 

A pesquisa não discorda dos estudos epidemiológicos que mostram que cerca de 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados com ambientes e estilos de vida mais saudáveis. O artigo apenas chama a atenção para o fato de que, frequentemente, a doença atinge pessoas com bons hábitos – não fumantes, dieta e peso saudáveis, nenhum histórico familiar de câncer. Por isso, a caminhada para encontrar métodos melhores para detectar todos os tipos de câncer mais precocemente é urgente, para garantir que se possa tratar a doença o mais cedo possível.

 

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Tira o lenço e vai ser feliz no YOUTUBE

Hey, chegou aqui e estranhou o abandono do blog? Não se assuste, com a gente está tudo bem! Estamos mais atuantes no nosso canal do YOUTUBE. Lá vai encontrar conteúdo informativo e esclarecedor sobre o câncer de ovário e outros tipos de câncer e sobre menopausa precoce.

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Terrorismo entre pacientes: que p*#! é essa?

screenshot_2015-05-18-09-19-35-1Recebi uma mensagem ontem que me deixou muito brava conosco, as próprias pacientes oncológicas.

Na mensagem a outra paciente relatava que se sentia muito mal, porque as outras pessoas nos grupos de WhatsApp e facebook fazem a dieta x ou y que promete que cura câncer, não comem nunca um açúcar, uma carne vermelha e etc. Foi relatando toda a sua angústia pelo terrorismo que via nesses grupos, pois ela não conseguia fazer tudo que as outras pacientes faziam e que se tivesse recidiva era por culpa dela.

Li tudo e pensei: “PQP no que estamos nos tornando?”  Continuar lendo

Direitos do paciente: Preciso dizer em uma entrevista de emprego que tenho câncer?

Sou obrigada a contar em entrevistas de emprego e processos seletivos que estou em tratamento oncológico para câncer de mama metastático? Ou tenho o direito de me resguardar e preservar minha identidade? 

A paciente não é obrigada a divulgar sua condição de saúde, tampouco no processo seletivo. A privacidade é um direito constitucional. Seus efeitos são projetados para as relações de trabalho e deve, portanto, ser respeitada pelo empregador. Continuar lendo

Virou notícia: Avanços no diagnóstico do câncer de ovário

Publicado em 29 de julho de 2016 em: http://ovarian.org.uk/news-and-campaigning/article/two-oxford-research-discoveries-offer-hope-for-managing-ovarian-cancer  
Tradução: Equipe Tira o Lenço e vai ser feliz

Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram uma maneira de detectar o câncer de ovário precocemente, através de uma enzima que estimula o desenvolvimento da doença.

O câncer de ovário, é o quinto câncer mais comum nas mulheres do Reino Unido, com cerca de 7100 novos casos a cada ano. O diagnóstico é complexo, já que a doença cresce sorrateiramente na cavidade abdominal e seus sintomas são confundidos com outras doenças como Ascite e a Síndrome do Intestino Irritável.

Os pacientes de câncer de ovário respondem bem à quimioterapia em estágios inicias da doença, mas em estágios avançados o tumor torna-se mais resistente e mais difícil de tratar.

Devido a essas especificidades, um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford, divulgaram os resultados de sua pesquisa mais recente em duas revistas científicas. A primeira foi no jornal online EBioMedicine, que apontou que os níveis da proteína chamada SOX2 são muito mais elevados nas trompas de mulheres com CA de ovário e em algumas pessoas que tem um alto risco de desenvolver esse tipo de câncer, devidos à mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2. Continuar lendo